Lua Nova (New Moon)
Pois é, ontem assisti Lua Nova. E devo dizer: eu nunca vi uma heroína tão absolutamente doente e mentalmente instável quanto Bella Swan.
Antes de assistir ao primeiro filme da série, Crepúsculo, baseando-me unicamente no sucesso dos livros entre garotas de 15 anos para baixo, eu julgava que o segredo da saga residia na identificação dessas garotas com Bella. Acreditava que se tratava da velha história de uma estudante excluída entre os colegas na escola que subitamente encontra-se apaixonada pelo bonitão misterioso. Qual não foi minha surpresa ao descobrir que praticamente todos os homens com os quais Bella cruza o caminho acabam se apaixonando por ela, uma menina irritante, insegura, auto centrada e incapaz de demonstrar afeto por qualquer ser humano normal.
Mas esse foi apenas o primeiro choque: os vampiros brilham à luz do sol, como artistas de glam rock. A mocinha é incapaz de tomar uma decisão própria, mantendo-se completamente submissa ao vampiro que acabou de conhecer, abraçando sem reservas a possibilidade de deixar sua família e sua vida e fugir com o sanguessuga – Bella é uma masoquista que sente tesão pela possibilidade de ser partida ao meio por um monstro mitológico.
O segundo filme acentua ainda mais essa caracterização. Ao ser abandonada pelo vampiro (em uma cena ridícula onde a garota imediatamente acredita no rapaz quando este insiste que não a ama, apesar de, momentos antes, Edward ter declarado que está fugindo porque não quer que ela se machuque – e que maneira genial de proteger uma masoquista obsessiva: deixando-a sozinha em uma cidade infestada de vampiros e lobisomens), ela se arrasta pela mata por horas, como uma zumbi, antes de ser resgatada por um grupo de busca liderado pelo seu preocupado pai. Para o desespero de Charlie Swan, a garota passa a se contorcer de dor e a gritar no meio da noite, como uma criança com terror noturno. O pai de Bella é provavelmente o personagem mais trágico da série, dedicando carinho e preocupação a uma criatura insana e incapaz de demonstrar amor ou consideração pelos seus familiares.

Além de masoquista e obsessiva, a garota também apresenta um raro tipo de esquizofrenia, pois passa a alucinar com o ex-namorado toda vez que sente a adrenalina subir. É nesse momento que temos contato com Jacob Black e seu grupo de lobisomens depilados modelos da Gucci e alérgicos a camisas, e tem-se início a mesma enrolação do primeiro filme, quando Bella tenta descobrir a real natureza de Jacob – e é lógico que, ao ser revelado que ele é um monstro perigoso e instável, que se transforma ao menor sinal de raiva (ele quase chega a parafrasear o Hulk da telessérie ao dizer “Não me deixe com raiva. As coisas ficarão bastante feias”), a garota imediatamente se apaixona. Para Bella, após ter superado seu sofrimento e encontrado um novo amor, só existe uma única decisão natural: atirar-se de um penhasco gigantesco em direção ao mar.
Um aviso importante: qualquer garota que se identificar com Bella Swan, por favor, fique longe de mim. Dez metros de distância, no mínimo.
Filed under: Cinema | 11 Comentários
Tags:bella swan, crepúsculo, lua nova


Eu ri muito desse post! Os filmes são realmente uma grande porcaria. hahoaih
E os livros tb?
Os livros são fáceis e agradáveis de ler. Não pode se dizer que é uma obra da literatura nem nada, mas é divertido.
Eu dei uma lida em alguns capítulos do livro, mas não deu para continuar. Além de quase nada acontecer na história, a Stephanie Meyer tem uma tendência irritante, típica de um escritor inseguro, de encher suas frases com advérbios e adjetivos descritivos e exóticos, esforçando-se tanto para enaltecer a beleza do vampiro de 17 anos que chega a ser esquisito, fazendo-a soar como uma velha tarada:
“Ele deitava PERFEITAMENTE imóvel na grama, sua camisa aberta mostrando seu ESCULPIDO e INCANDESCENTE peito, seus braços CINTILANTES nus.”
“Eu cheirei seu hálito frio em minha cara. Doce, delicioso, o odor fez minha boca salivar.”
“Eu estava INCONDICIONALMENTE e IRREVOGAVELMENTE apaixonada por ele.”
Achei terrível, mas não vou nem julgar o livro porque não o li.
auhauahauahauahauah…
o george é a cara do Robert Pattinson!!
Geeo,
muito legal a crítica,
imaginei tu falando e quase morri de rir.
Bjs
kkkkkkkkkkkkkkkk! ainda nem vi lua nova.. haha!
o melhor é a montagem com 6 das zilhões de cenas em que ela morde a porra desse lábio..
sério.. tô começando a achar que ela é realmente péssima atriz…
O livro é assim mesmo, não é digno de nenhum elogio de como ela escreve bem, pq ela não escreve. Só que ela usou uma fórmula bem típica que prende a atenção. Eu sabia que tava lendo uma porcaria, mas não conseguia parar… hahahahaha!
eu SEMPRE achei que ela é uma péssiam atriz. Eu não suporto ela! E o livro é tipo comédia romântica, como a analivia disse, fácil de assistir/ler. haha